1 de janeiro de 2012
Adeus 2011.
Ainda me pergunto como é possível o universo à minha volta ter mudado tanto em apenas 365 dias.
2011... Como te hei de descrever! O último!
Mais um passo na vida, mais um degrau, o último degrau. Um adeus cada vez mais perto à cidade que agora sei que posso chamar "minha", da qual guardo comigo memórias infindáveis de como cresci e da qual guardarei eterna saudade se o meu caminho por ela não passar.
2011... Como te hei de descrever! Intenso!
Velhos amigos vão, novos amigos chegam e amizades de sempre reforçam-se - É impossível agradecer a todos (e digo mesmo todos!) por tudo (e digo mesmo tudo, tudinho!). É impossível descrever tudo o que de bom e de menos bom constrói um ser. Obrigado!
2011.. Como te hei de descrever! Crescer!
Experiências novas, que enriquecem, noites bem passadas apesar do frio e da aparente pouca capacidade de raciocínio dos recém-chegados à Academia que tanto nos divertiu - Obrigado por me ensinares que há sempre algo novo a aprender, que somos todos iguais e todos diferentes, Praxis Ergo Sum!
Olhares novos sobre experiências mais antigas, o desenvolver de um sonho e de um amor pela música, a realização de ter chegado onde queria estar, as partilhas e as tropelias de uma vida de tunante. A saudade transborda desde já e o relógio só quer andar em passo acelerado até ao próximo Festival - Obrigado por tudo, por tudo o que não há palavras para descrever, C'a Tuna aos Saltos!
2012... Como te irei descrever! Mudanças!
Mas enfim, que ano não traz consigo mudanças!
3 de junho de 2011
Há dias.
Há dias em que nos apetece rir, outros que nos apetece chorar.
Há dias em que, por mais que não seja possível, temos de andar.
Há dias que sei que vivo por amar.
Há músicas que queremos partilhar...
21 de janeiro de 2011
Não sei.
29 de novembro de 2010
Da janela do meu quarto.
No meio de tanta gente, na cidade, há gente que ainda se sente sozinha.
Tenho saudades de acordar, de manhã, ir a varanda e espreguiçar-me perante uma paisagem de oliveiras, pinheiros, eucaliptos e montes a perder de vista, pensar "é tão bom viver assim".
Hoje do outro lado da janela do meu quarto, cai neve.
No meio de tanta gente, na cidade, que se abriga dos flocos tímidos que vão caindo, há gente que ainda se sente sozinha,.
Tenho saudades do sol, dos dias quentes e das noites amenas, da liberdade de Lisboa.
De quando, apesar de tudo estar trocado, estava tudo bem.
Da janela do meu quarto vê-se a vida, vê-se o encontro mas também se vê gente perdida.
31 de outubro de 2010
Perdoa-me Senhor.
24 de setembro de 2010
From Song Of Myself.
10 de setembro de 2010
18 de agosto de 2010
26 de julho de 2010
Excerto de um Postal.
Escritas há um ano, por uma das pessoas mais importantes na estrada da minha Vida, nunca significaram tanto como agora. Encontrar-me.
23 de julho de 2010
Escrever.
Porquê a vontade de escrever? Num blog? Numa folha de papel solta? Num diário? Talvez pela partilha, pela busca de um diálogo (se bem que o pc não me vai responder), pela necessidade de pôr por escrito aquilo em que a cabeça deambula todo o dia, de assentar ideias.
Pelo partilhar, o que é um bocado vago digamos. No fundo estou a partilhar com quem? Alguém que lê ou o ninguém que lê. É alguém, mas é tão vago. Não é uma presença, não é ter esse alguém ao lado, não é como um telefonema ou uma mensagem escrita. Não é como um amigo, e não há nada melhor que uma longa conversa com um amigo!
Pelo diálogo? Monólogo mais. Ou então basta escrever uma sucessão infindável de parágrafos com travessões e criar duas ou mais personagens a partir de mim mesma. Dava para entreter umas horas! Demasiados rodeios, fugir ao ponto, criar personagens com opinião própria mas no fundo tendenciosas, um dia quando tiver tempo e se seguir pelo caminho da escrita, nos intervalos da futura vida farmacêutica. Ou então quando perder de vez o juízo!
Assentar ideias? Mais por aí talvez. Construir frases, juntar as letrinhas e formar palavras, juntar essas palavras de forma ordenada, no fundo é um reflexo da organização que tentamos impor a quem somos. Quando temos muitos pensamentos ou ideias a bailar, a organização de escrever ajuda a organização invisível do ser. É algo seguro, objectivo e normalizado: substantivo, verbo, adjectivo. Só o dizer, exteriorizar o que nos vai na cabeça, construir com isso frases mais ou menos ordenadas, nos faz sentir melhor. É até surpreendente a leveza que se sente depois de “deitar para fora”.
Disse me alguém que um blogger é um solitário, que escreve porque não tem ninguém com quem partilhar a sua vida e as suas experiências. Ou alguém que tem receio de se dar realmente a conhecer, de construir uma amizade com um alguém verdadeiro e que usa a máscara do computador, onde ganha a liberdade de dizer tudo o que lhe vai na alma e tudo o que não vai, de construir quem gostaria de ser e de não mostrar quem realmente é.
O meu “eu blogger” é alguém que definitivamente não se encaixa nisso. Escrevo porque gosto de partilhar, porque no fundo gosto de escrever (mesmo que não tenha grande jeito para isso), porque escrever acalma-me (não é assim tão estranho), organiza-me e atira-me para fora do meu mundo, do meu cantinho de ideias, no fundo é um empurrão para aprender e encarar o que vai acontecendo. Faço-o à falta daquele alguém verdadeiro que me possa ouvir de imediato, no momento em que preciso (são tantas as vezes que não ouvimos), por diversas razões. Simplesmente, sinto-me bem ao escrever!
20 de julho de 2010
Há certas horas.
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado sem dizer nada.
Há certas horas, quando sentimos que estamos quase a chorar, que desejamos uma presença amiga, a ouvir-nos, paciente, a brincar connosco, a fazer-nos sorrir.
Alguém que ria de nossas piadas sem graça, que ache as nossas tristezas as maiores do mundo, que nos teça elogios sem fim e que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável. Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado.
Alguém que nos possa dizer:
Acho que estás errado, mas estou ao teu lado.
Ou alguém que apenas diga:
Estou Aqui!"
William Shakespeare
17 de julho de 2010
Palavra-Chave.
5 de julho de 2010
Fé.
Sentei-me na cama com o pc à frente (contribuir mais para o calor não faz diferença, já é tanto) com a ideia de enumerar situações em que se faça uso da Fé, tendo ela o significado religioso ou um simples e banal. Sendo tantas aquelas em que se usa, são tantas aquelas em que se a perde. Com que objectivo? Auto-convencer-me não, apenas demonstrar a razão de acreditar.
Medo, solidão, sensação de queda, invisibilidade, desamparo, são dos piores sentimentos do Mundo. Não diria “quando tudo à nossa volta parece cair” mas quando “tudo aqui dentro parece cair”. Imensas situações na Vida nos põem a prova em todas as vertentes da mesma: saúde, família, amigos e até o lugar que se escolhe para morar. Isolados ou em conjunto, os problemas surgem assim como as ervas arrebitam depois de uma manhã de chuva copiosa. Há dias em que o sol não sai à rua, como se diz? “Há dias de manhã em que uma pessoa à tarde não devia sair de casa à noite”. E é aqui que a Fé nos dá asas. Como? Está em processo de descoberta. Talvez nunca se saiba, no fundo talvez seja isso… Ter fé na Fé. Na busca da razão de acreditar, de esperar, de sorrir… Marta, busca a Fé. É uma razão sem a ser e é tão ou mais válida como qualquer outra.
Quem diria?
22 de junho de 2010
Find Yourself.
"When you find yourself
In some far off place
And it causes you to rethink some things
You start to sense that slowly
You're becoming someone else
And then you find yourself
When you make new friends in a brand new town
And you start to think about settlin' down
The things that would have been lost on you
Are now clear as a bell
And you find yourself
Yeah that's when you find yourself
Where you go through life
So sure of where you’re headin'
And you wind up lost and it's
The best thing that could have happened
‘Cause sometimes when you lose your way it's really just as well
Because you find yourself
Yeah that’s when you find yourself
When you meet the one
That you've been waitin' for
And she's everything that you want and more
You look at her and you finally start to live for some one else
And then you find yourself
That’s when you find yourself
When we go through life
So sure of where we're headin'
And we wind up lost and it's
The best thing that could have happened
‘Cause sometimes when you lose your way it's really just as well
Because you find yourself
Yeah that's when you find yourself"
Brad Paisley - Find Yourself
10 de junho de 2010
Caminho de Voltar.
"Há sempre um sítio pra fugir,
Se queres saber um sítio onde podes descansar.
Há sempre alguém pra te agarrar, pra te esconder.
Se vais cair eu vou-te ver antes da dança, antes da fuga, eu sei-te ver.
Antes do tempo te mudar eu vou saber, antes da névoa te vestir e te levar,
Há um sítio onde o escuro não chegou pra onde podes ir, um rio pra libertar.
Há sempre alguém pra te salvar, se queres saber, se queres sentir a todo o gás.
Há sempre alguém pra te dizer se vais cair pra te travar e adormecer.
Antes do dia, antes da luta, eu sei-te ver.
Antes da noite te sarar eu vou saber, antes da chuva te romper e te lavar,
Há um sítio onde a estrada te deixou por onde tens que ir se te queres libertar.
E tudo o que for por bem, tudo o que der razão pelo ponto vai ligar.
Tudo te vai unir, tudo se faz canção, no caminho de voltar, no caminho de voltar.
Há sempre paz noutro lugar, entre nuvens,
Um sítio onde podes perceber que há sempre alguém para te ver,
Em segredo, te descobrir e renovar, e renovar.
Te descobrir e renovar.
Te descobrir e renovar.
Te descobrir e renovar."
Tiago Bettencourt & Mantha
13 de maio de 2010
Andar.
A conversa daquele sábio sempre vincava a importância dos caminhos. Seria muito mais fácil percorrer uma estrada se esta fosse direita, em terreno plano e alcatroado. Mas a Vida não o deixa e existem curvas, desvios, buracos e lombas. Então, por vezes e não querendo estragar já o carro que tão novo ainda é, procuram-se atalhos. Para quem sabe, é fácil escolher que atalho seguir. E ainda mais fácil é percorre-lo, sabendo qual é o seu fim, conhecendo cada curva e contra-curva, cada acidente de que se desviar.
Não é nesse grupo que a maioria se enquadra, a maioria vive como puros turistas tentado não se desviar da estrada principal. Quando o têm de fazer, vem aquele nervosinho juntamente com a dose de adrenalina, escolher um desvio, iniciar uma aventura. Muitas vezes a intuição leva-nos a escolher o atalho certo, outras vezes... "Virar à esquerda ou à direita naquele cruzamento?"
E a dúvida instala-se, mas inconscientemente escolhemos... O tempo piora, surge o desejo de um sítio seguro e lá se vai seguindo o atalho que o Destino (ou como lhe queiram chamar) nos incutiu a escolher.
Agora fazem-se as preces para que o atalho seja bom, para que nos leve ao porto seguro sem grandes percalços.
Se não foi o melhor? Há que seguir até encontrar o cruzamento que nos leve de novo à estrada principal, direita, em terreno plano e alcatroado.
E confiar mais uma vez na imperfeição que nos guia, que seja o rumo certo... Não deixar os braços cair porque o Destino nos prega partidas logo quando pensávamos que o caminho era o certo a seguir. Andar.
1 de maio de 2010
Apenas palavras que ficam.
Richard Bach
29 de abril de 2010
Tidal Wave.
Cause I believe you'd unfold your paper heart and wear it on your sleeve
All my life I wish I broke mirrors, instead of promises
Cause all I see, is a shattered conscience staring right back at me
I wish I had covered all my tracks completely cause I'm so afraid
Is that the light at the far end of the tunnel or just the train?
Lift your arms only heaven knows, where the danger grows
And it's safe to say there's a bright light up ahead and help is on the way
(Help is on the way, Help is on the way, Help is on the way...)
Help is on the way
I forget the last time I felt brave, I just recall insecurity
Cause it came down like a tidal wave, and sorrow swept over me
Depression, please cut to the chase and cut a long story short
Oh please be done. How much longer can this drama afford to run?
Fate looks sharp, severs all my ties and breaks whatever doesn't bend
But sadly then, all my heavy hopes just pull me back down again
(Back down again, back down again, back down again...)
I forget the last time I felt brave, I just recall insecurity
Cause it came down like a tidal wave, and sorrow swept over me
Then I was given grace and love, I was blind but now I can see
Cause I found a new hope from above, and courage swept over me
It hurts just to wake up, whenever you're wearing thin
Alone on the outside, so tired of looking in
The end is uncertain and I've never been so afraid
But I don't need a telescope to see that there's hope
And that makes me feel brave"
Owl City - Tidal Wave
26 de abril de 2010
Falling Leaves.
Basking in the glorious autumn
Watching the leaves as they change
From green, from green to orange, yellow and brown
I'm falling down
I'm falling down
My emotions are deceiving me
Blinding my eyes from my nature
Robbing my quiet solitude
Of tranquillity of tranquillity
I'm falling down
I'm falling down
Oh, let these falling leaves cover me
Let me sink into the ground never to be found
Sixpence None The Richer
18 de abril de 2010
As Regras da Sensatez.
"Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz
Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão
Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez
Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade
Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez"